31.10.07

Quando pensei que não tinhas voltado o mundo fazia doer, luz estranha entranhada na pele. Agora sei que andas por ai, aliás como sempre fizeste, porque para ti o tempo e o espaço sempre foram apenas equações de primeiro grau. Habitas no lugar do-mais-belo-nascer-do-sol porque há lugares que tem essa irresistível força. Mas ganhaste asas e coração de colibri, três mil batidas por minuto ouvi dizer, e voas entre esse lugar e o sorriso dos que acham que ficaram, como eu. Agora já não tenho medo de dizer o teu nome porque és Bruno - o rapaz-cometa da Menina dos cabelos ninho-de-morcego.